Maratona de Lisboa 2019

No domingo passado decidi ir correr a Maratona de Lisboa, apesar de estar doente, de praticamente não treinar corrida e de, com uma bebé, não conseguir dormir muito. Ainda assim, não seria capaz de perder a oportunidade de participar nesta prova e fui, sem saber se chegaria ao fim ou se iria só correr até casa, que já seriam quase 30 km. Acreditava que, como em todas as Maratonas que fiz, o facto de treinar diariamente no ginásio seria suficiente para terminar a prova, mesmo que o tempo não fosse incrível. E assim foi.

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A partir do momento em que começo a correr uma Maratona, é quase impossível parar, há uma energia interior e uma vontade de cortar a meta e de provar, uma vez mais, que a Maratona se corre com a cabeça e com o coração e que cada um de nós pode alcançar tudo aquilo que quiser. Desta vez, a meta esteve a 3h08 de distância e acabei por ser a terceira melhor portuguesa.

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Na verdade, o tempo não importava muito para mim, queria acima de tudo provar a mim mesma que, mesmo num contexto difícil como o actual, a cabeça e o coração comandariam o corpo e seria capaz de cumprir o meu objectivo.
Ao longo do percurso, o apoio de amigos, conhecidos e, até, desconhecidos, foi fundamental e faz-me sempre sentir abençoada e cheia de energia. Ultimamente tenho contactado com muitas pessoas que gostariam de correr mas não o podem fazer e isso deu-me ainda mais vontade de “correr por todos aqueles que não podem”.

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Absolutamente fundamental foi ter tido a presença da minha mãe a dar-me força e de o João e a M estarem a meio do percurso e na meta. Quando os encontrei a meio da prova, parei até para abraçar a M e continuei. Tive ainda a oportunidade de cortar a meta com a M, no carrinho, algo que queria muito, pois era um momento que queria partilhar com ela, sabendo como adora receber medalhas, o quanto gosta das corridas e fazia todo o sentido para mim, sendo ela a minha principal motivação: chegar o mais rápido possível ao pé dela. Nesta fase da nossa vida, correr uma Maratona, ou qualquer prova, ou simplesmente os nossos treinos diários no ginásio, é um esforço familiar e, em muitos sentidos, esta foi uma oportunidade que me foi dada pelo esforço e companheirismo do João. Hoje em dia, já não gosto de correr sem a M e estar longe dela durante tanto tempo é um sacrifício que, desta vez, me pareceu injustificado. Não sei se voltarei a repetir tão cedo. Senti-me sempre bem, consegui gerir o esforço e as emoções com relativa facilidade, faltou a motivação. Senti que, se quisesse, podia baixar o meu recorde pessoal, mas que isso não interessava e só queria chegar tranquilamente à meta para me juntar à minha pequenina.

Seja como for, esta já ninguém me tira.

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